Protocolos
Acordo Tripartido 2009
Notícia 26/02/09
Acordo Tripartido envolve Protocolos com 3 novas autarquias, além de Águeda
Ministério atribui patamar máximo de apoio a projecto intermunicipal da d’Orfeu
O Ministério da Cultura, através da Direcção-Geral das Artes, acaba de divulgar os resultados do Apoio às Artes na modalidade de Acordos Tripartidos, a celebrar entre a tutela, estruturas artísticas profissionais e respectivas autarquias, para os próximos anos. A informação pode ser consultada no sítio da DGA
A d’Orfeu Associação Cultural é uma das cinco entidades beneficiárias, a nível nacional, destes Acordos Tripartidos, com um apoio financeiro aprovado de 150.000 Euros anuais para 2009 e 2010, para um projecto global na ordem dos 450.000 Euros anuais, incluídos os financiamentos dos Protocolos com as autarquias parceiras. Um dos principais objectos deste apoio estatal à associação aguedense é o festim - festival intermunicipal de músicas do mundo, que decorrerá em Junho e Julho de cada ano, já a partir deste ano 2009, numa rede inicial de quatro municípios vizinhos: Águeda, Sever do Vouga, Estarreja e Ovar.
A d’Orfeu vinha sendo beneficiária de um Acordo Tripartido com o MC/DGA desde 2007, ano em que os Apoios às Artes passaram a incluir esta modalidade, então envolvendo unicamente a Câmara Municipal de Águeda, município onde a Associação está sedeada e desenvolve a sua actividade desde a fundação. O Acordo Tripartido agora aprovado para 2009 e 2010 projecta que a d’Orfeu, multi-estrutura de formação, criação e programação com trabalho reconhecido a partir de Águeda, inicie e consolide um processo cultural à escala regional, passando a entender-se, como seu território de intervenção, uma rede intermunicipal que inclui também Sever do Vouga, Estarreja e Ovar. É neste novo território que se projectará a experiência cultural da d’Orfeu, aplicando no terreno as suas teses de trabalho em rede, nomeadamente com o redesenho e expansão dos seus formatos culturais, tornando mais consistente e com impactos continuados uma implantação regional das suas propostas.
_________________________________________________________________________________________________
Protocolo com a Câmara Municipal de Águeda
Extracto do relatório 2007
O primeiro ano de vigência do Protocolo entre a d’Orfeu Associação Cultural e o Município de Águeda, que por sua vez sustenta um Acordo Tripartido com o Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes, viu-se retratado no calendário cultural que a d’Orfeu desenvolveu em 2007, rentabilizando o apoio estatal em franca cooperação de esforços com a autarquia, demonstrando, como não seria dífícil prever, as virtudes de passar a ser ininterrupto o débito
de proposta cultural nos vários domínios em que a Associação actua – formação, criação e programação - reforçando, como nunca, a sua implantação no terreno, ainda que garantindo esta renovada missão a custo de desdobramentos sobre-humanos e com uma necessária capacidade criativa também na vertente de gestão.
Aos olhos do Ministério da Cultura, está claro que a autarquia cumpriu essencial papel para a implantação deste actual modelo de Apoio às Artes, que resulta de novo e providencial (no caso de Águeda) quadro legislativo, no âmbito do qual o Protocolo d’Orfeu/CMA está entre os únicos 5 projectos apoiados em todo o país.
Aos olhos do Município, arriscamos dizer que o resultado visível deste Protocolo lhe garante, por si só, uma importante fatia da sua própria política cultural, sem a condicionar mas antes complementando-a de forma decisiva, tendo em conta um desígnio plasmado no Acordo Tripartido: o reforço de uma oferta cultural de referência no, com e para o Município, paralelamente à sua projecção exterior no roteiro cultural do país. Assim já o provou o ano findo dando à aposta os resultados práticos que legitimam a parceria estratégica que a autarquia assumiu, e que apenas a si lhe poderia caber, apesar dos constrangimentos locais.
Aos olhos da d’Orfeu, o Protocolo veio relocalizar a sua acção em Águeda, sucedendo a um cenário de itinerância nacional que ameaçava, nos últimos anos, ser já mais forte que a própria actividade local. Enquanto a comunidade dá mostras de agradecer esta fixação, suportamos a missão a braços com uma multi-estrutura de formação, criação e programação e a impressionante regularidade das actividades, marcadas por formatos consistentes à escala local/regional. Dificilmente, contudo, alguém menos conhecedor de causa, poderá associar esta acção à escassez de meios físicos, técnicos, logísticos e até humanos com que, no terreno, se depara a d’Orfeu no seu desempenho, à espera de ver satisfeito um suporte estrutural ao nível do que produz, para que se continuem a garantir, não só no presente mas doravante, a qualidade e a eficácia de uma oferta cultural com sustentabilidade em todas as frentes.